28 setembro 2008

XXVI Domingo - caminho da justiça


Evangelho segundo S. Mateus 21,28-32. «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: 'Filho, vai hoje trabalhar na vinha.’ Mas ele respondeu: 'Não quero.’ Mais tarde, porém, arrependeu-se e foi. Dirigindo-se ao segundo, falou-lhe do mesmo modo e ele respondeu: 'Vou sim, senhor.’ Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade ao pai?» Responderam eles: «O primeiro.» Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os cobradores de impostos e as meretrizes vão preceder vos no Reino de Deus. João veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os cobradores de impostos e as meretrizes acreditaram nele. E vós, nem depois de verdes isto, vos arrependestes para acreditar nele.»

Dizer sim,com o ar untuoso e subserviente dos habitualmente correctos não chega,porque não estando presentes o coração e a vontade  nada acontece para que o Evangelho se cumpra.

O coração dos pecadores ,pronto  ao arrependimento,aos sinais de justiça que João Baptista e Jesus Cristo evidenciaram , abre-se  à graça,para responder com mudança de vida, com actos de solidariedade concretos ,à vontade do Pai.


21 setembro 2008

XXV Domingo -É que ninguém nos contratou .

(foto da net)
Evangelho segundo S. Mateus 20,1-16.

Com efeito, o Reino do Céu é semelhante a um proprietário que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para a sua vinha. Saiu depois pelas nove horas, viu outros na praça, que estavam sem trabalho, e disse-lhes: 'Ide também para a minha vinha e tereis o salário que for justo.’ E eles foram. Saiu de novo por volta do meio-dia e das três da tarde, e fez o mesmo. Saindo pelas cinco da tarde, encontrou ainda outros que ali estavam e disse-lhes: 'Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’ Responderam-lhe: 'É que ninguém nos contratou.’ Ele disse-lhes: 'Ide também para a minha vinha.’ Ao entardecer, o dono da vinha disse ao capataz: 'Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até aos primeiros.’ Vieram os das cinco da tarde e receberam um denário cada um. Vieram, por seu turno, os primeiros e julgaram que iam receber mais, mas receberam, também eles, um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: 'Estes últimos só trabalharam uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o cansaço do dia e o seu calor.’ O proprietário respondeu a um deles: 'Em nada te prejudico, meu amigo. Não foi um denário que nós ajustámos? Leva, então, o que te é devido e segue o teu caminho, pois eu quero dar a este último tanto como a ti. Ou não me será permitido dispor dos meus bens como eu entender? Será que tens inveja por eu ser bom?’ Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Porque muitos são os chamados, mas poucos os es
colhidos.


Senhor,ensinaste-nos a pedir trabalhadores para a tua messe.

Mas será que os que entregas serão sempre contratados ?

14 setembro 2008

XXIV Domingo do Tempo comum

(mosteiro da Batalha)

Evangelho segundo S. João 3,13-17.

Pois ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do Céu, o Filho do Homem. Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.




O sinal do Filho do Homem é a cruz.

Por ela fomos remidos,libertados,amados até à paixão ,atraídos de Norte a Sul,de Oriente a Ocidente para formarmos um só povo ,sem muros de inimizades e incompreensões.

Com o Apóstolo Paulo dizemos:Na cruz de Cristo é que somos glorificados.

07 setembro 2008

XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM -Digo-vos ainda


Evangelho segundo S. Mateus 18,15-20.

«Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende o a sós. Se te der ouvidos, terás ganho o teu irmão. Se não te der ouvidos, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-las, comunica-o à Igreja; e, se ele se recusar a atender à própria Igreja, seja para ti como um pagão ou um cobrador de impostos. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu.» «Digo-vos ainda: Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão-de obtê-la de meu Pai que está no Céu. Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles.» 






Jesus fala-nos da convivência nas nossas comunidades.Como é importante que cara a cara possamos resolver os nossos conflitos ,mesmo com o auxilio de mais alguém,de forma positiva nas nossas tão variadas formas de ser,como variadas são as cores da Natureza, nunca afectando os irmãos com intrigas e mesquinhices ,quando não se podem defender.

Gerir o silêncios ou as palavras da forma mais adequada para que Jesus possa estar entre os nossos corações pacificados concedendo-nos o afecto e a ternura do PAI. 

31 agosto 2008


EVANGELHO – Mt 16, 21-27

 

«Se alguém quiser seguir-me, renegue-se a si mesmo, pegue na sua cruz e siga-me».

 


 

XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM

            O texto fundamental é o do Evangelho: Jesus anuncia aos discípulos que caminha para Jerusalém ao encontro da morte; Pedro, ou por optimismo ou porque se atreve a dar conselhos (não leves as coisa tão a fio de espada), diz que isso não há-de suceder; Jesus zanga-se e afirma que Pedro é para ele um tropeço. Acrescentam-se outras palavras de Jesus, pronunciadas nessa altura ou em ocasião semelhante. Hoje, é moda pretender que Jesus nunca anunciou que ia morrer e que este passo foi inventado para facilitar a pregação. Bons exegetas contemporâneos, mantêm que o essencial do texto é da boca de Jesus.

 

            A questão que quero levantar é a do sentido do sofrimento para Jesus. Jesus não afirmou, como nas tradições da Índia, que o fundo da experiência humana é desilusão e dor, a única decisão sensata é desejar o nirvana. Nunca disse que, dada a realidade do pecado, o homem deve fugir de toda a alegria e de todo o prazer, não vá contaminar-se. Elogiou a austeridade de João Baptista, mas não era esse ainda o seu estilo.

 

            Vejo Jesus a simpatizar profundamente com os homens e com esta condição humana; a não ter medo da alegria; a viver a austeridade de quem não se preocupa com o secundário. Por outrro lado, há em toda a sua pregação a ideia que este mundo está invadido pelo mal, e que o mal tem poder; anunciar o amor e a paz é lutar contra o maligno; combater o mal implica que se arrisque a vida; precisamente Jesus vê o cerco a apertar-se,  aceita o desafio e convida os discípulos a imitá-LO. Não morre nem sofre por gosto, aceita a morte como consequência das opções que fez. Sabe que o Pai lhO agradece; e que esta cruz será redentora.

 

            O texto da 1.º leitura é parecido: Jeremias sabe que ser profeta é arriscar a tranquilidade; mas deixou-se «cativar pelo Senhor», compreendeu que só na fidelidade está a verdadeira alegria.

 

            Na 2.ª leitura S. Paulo pede aos cristãos que se ofereçam a Deus para o que for preciso. A disponibilidae é a essência do «sacrifício».

31 de Agosto de 2008 -  P.e João Resina Rodrigues

Igreja do Campo Grande

30 agosto 2008

XXII Domingo - e sofrer muito...

,
Evangelho segundo S. Mateus 16,21-27. 

A partir desse momento, Jesus Cristo começou a fazer ver aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito, da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar. 
Tomando-o de parte, Pedro começou a repreendê-lo, dizendo: «Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há-de acontecer!» 
Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: «Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um estorvo, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens!» 
Jesus disse, então, aos discípulos: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 
Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la. 
Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que poderá dar o homem em troca da sua vida? 
Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme o seu procedimento. 


                                                                                    ***

Uma hora Jesus elogia e chama  Pedro a formar a Sua Igreja,dando-lhe poderes delegados para receber e governar os filhos do Pai.

Mas outra hora chama-lhe a atenção e repreende-o duramente quando Pedro confunde o que é de Deus com o que é do mundo.Quando quer assimilar aos sucessos ,dominios  e poderes do mundo a mensagem de Jesus.

Sempre, através dos tempos, o ganhar o mundo, perdendo a Vida (EU SOU A VIDA) foi uma tentação  forte da Igreja.


24 agosto 2008

XXI Domingo- não foi a carne e o sangue


Mateus 16,13-20.

Ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?» Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.» Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.» Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu. Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Dar-te ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.» Depois, ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que Ele era o Messias. 


E Marta, como Pedro, também respondeu a Jesus:
27Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.
Jo 11,27

Tal como a nós não foi o carne nem o sangue que revelou a identidade de Jesus ,mas a Fé que o nosso Abba nos depositou no peito.

Depositada no coração de cada um, necessita da nossa colaboração para crescer e se tornar viva...assim Jesus nos falar que busquemos,que batamos :para que cresça o grãozinho de mostarda até ser a grande árvore, onde poisam as avezitas do céu.

E somos felizes porque VIVO Jesus,o Cristo, faz connosco todas as rotas da nossa solidão,das nossas angústias,dos nossos pesares,das nossas alegrias e impulsiona-nos ,pelo Espírito ,a entregar-mo-nos com Ele ao Pai,para fazer das nossas vidas uma oferta permanente de constante Amor,de Perdão,de Renúncia ao que nos diminui e afasta Dele.



17 agosto 2008

XX Domingo - A mulher que ensinou Jesus...


Evangelho segundo S. Mateus 15,21-28.

Jesus partiu dali e retirou-se para os lados de Tiro e de Sídon. Então, uma cananeia, que viera daquela região, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem misericórdia de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio.» Mas Ele não lhe respondeu nem uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-lhe com insistência: «Despacha-a, porque ela persegue-nos com os seus gritos.» Jesus replicou: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.» Mas a mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: «Socorre-me, Senhor.» Ele respondeu-lhe: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorros.» Retorquiu ela: «É verdade, Senhor, mas até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa de seus donos.» Então, Jesus respondeu-lhe: «Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas.» E, a partir desse instante, a filha dela achou-se curada. 



Jesus acompanha-nos com tal intensidade na sua humanidade,que se deixa ensinar pela mulher estrangeira que Deus não é exclusivo,nem exclui...para além das ovelhas perdidas da casa de Israel Ele é SEnhor de todos s continentes,de todos os povos-

Veio para todos e todas de todas as latitudes,de todas as longitudes,não se ficando pelo povo incubador da unicidade de Deus.......

15 agosto 2008

II Elegia a Maria na sua Assunção-o sim progressivo.






Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas jóias.Is 61,10
A jovem Maria esperava como todo Israel o Messias prometido, e recuperada que foi da surpresa e  objecção que o seu entendimento e vontade provocava,o SIM foi dado ao Anjo que vinha anunciar o cumprimento da promessa. 

E dentro em breve ,apressadamente,acorria para ajudar a sua parente Isabel cantando ,louvando e enaltecendo o Senhor que trazia em Si,que nela fazia maravilhas para trazer a todo o povo o Libertador da sua pátria,o portador da justiça.Tudo era omnipotência,força e grandeza."Tirou do trono os poderosos..." 

Mas quando nasceu o Menino começou a guardar no coração  as coisas magnificentes que falavam Dele de acordo com o que lhe havia ensinado  a sua formação hebraica ,mas que  a pobreza,a humildade do seu nascimento contrariavam.

E cumprindo com a lei levou o Menino ao Templo igual estranheza,um agudo rebate  soou nas palavras de Simeão

34E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado
35(E uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.Lucas 2

O "SIM" de Maria começava a tomar uma intensidade e uma amplitude maior.

Deixar a sua terra,caminhar em refugiada com o Rei,com o Messias poderoso.Mas como,mas porquê?


Começar a aceitar uma série de palavras mais duras para o seu coração de Mãe para compreender o afastamento progressivo que a condição divina,que o sentido de família dilatada,que o
s interesses do Pai deveriam passar à frente do seu envolvimento materno.


Mais um SIM interrogativo,apelativo  à morte e morte de cruz,onde se desfazia toda a epopeia gloriosa do Messias,que cantara no Magnificat.


E o SIM final aceitando a maternidade com a dimensão do mundo que lhe fora entregue e que a Ressurreição viria a confirmar,na  efusão do Espírito Santo .

 Maria,mãe,mulher ajuda-nos a que o nosso SIM ao projecto de DEus para cada um de nós,que nada tem a ver com os poderes e glórias do mundo,atravessando as noites  escuras até à manhã  dourada de Pentecostes seja tão fiel,tão claro,tão crescente como o teu!  

10 agosto 2008

19º Domingo - Vem


Evangelho segundo S. Mateus 14,22-33.

Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» «Vem» disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» E, quando entraram no barco, o vento amainou. Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!» 


Vem  - diz Jesus
às famílias,aos sem-família,aos velhos,aos jovens,às crianças,aos aflictos,aos cansados ,aos oprimidos.

Vem - diz Jesus -porque eu alivio,curo,sossego,animo,
pacífico.

E se a hora for tão sombria que o medo ultrapasse a Fé,a confiança,a esperança ainda é Jesus, que imediatamente nos estende a mão.


09 agosto 2008

Celebrando a Assunção-a I Elegia

Elegia a Maria,mulher e mãe na sua assunção

Virgem Pelagonitissa

Não são as estrelas que te coroam,a tua concepção sem pecado ou o teres sido assunta ao céu em corpo e alma,condições inerentes à condição de mãe de Cristo,que me encantam e dão alento,mas sim ,como relatam os Evangelhos,a tua vida de criatura,como nós,caminhando cheia de perguntas e perplexidades,que não compreendendo, guardavas no coração,alimentada sòmente pela fé,sem revelações ou auxilios especiais.



Sim,Maria ,foram horas penosas e iguais às de tantas mães,as que passaste quando jovem grávida percorreste mais de cem km ,não sabendo o lugar ou as condições em que iria nascer o Menino,ou quando refugiada politica procuraste a terra do Egipto,sem saber quando e se podias regressar a casa ou ainda na angustia dos dias de Jerusalém ,procurando o Filho desaparecido ,com todas as interrogações se ainda o irias encontrar,se lhe teriam feito mal.


Vida normal e igual na rotina diária de trinta anos sem acontecimentos,que fizessem adivinhar as promessas constantes da lei,para finalizar na interrogativa,dolorosa e cruel morte de cruz do teu Filho a que assististe quase sòzinha e em que foste investida da missão a que estavas destinada,nos séculos futuros,a de mãe da humanidade.

E se não são férteis os Evangelhos a mostrar-nos os teus passos de peregrina humana são suficientes os exemplos que nos ficaram da tua disponibilidade desde o faça-se inicial até o auxilio prestado aos outros,atravessando montanhas,em condições dificeis , para ajudar a prima Isabel ou preocupando-se até pela humilhação do dono da casa nas bodas de Caná, tentando discretamente resolver a sua aflição ou ainda quando fortalecias os apóstolos nas suas jornadas no Pentecostes da Igreja,frente a um meio hostil.


Por toda a tua vida ,obrigada,Mãe,nosso consolo,nossa ajuda e nossa alegria na peregrinação desta vida,em direcção ao único Senhor e Redentor.

03 agosto 2008

18º Domingo-dai-lhe vós...


Evangelho segundo S. Mateus 14,13-21.

Tendo ouvido isto, Jesus retirou-se dali sozinho num barco, para um lugar deserto; mas o povo, quando soube, seguiu-o a pé, desde as cidades. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de misericórdia para com ela, curou os seus enfermos. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Este sítio é deserto e a hora já vai avançada. Manda embora a multidão, para que possa ir às aldeias comprar alimento.» Mas Jesus disse-lhes: «Não é preciso que eles vão; dai-lhes vós mesmos de comer.» Responderam: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.» «Trazei-mos cá» disse Ele. E, depois de ordenar à multidão que se sentasse na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção; partiu, depois, os pães e deu os aos discípulos, e estes distribuíram-nos pela multidão. Todos comeram e ficaram saciados; e, com o que sobejou, encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram uns cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.
 


Os discipulos mandavam embora a multidão.
Jesus disse:Não.
E acrescentou.Dai-lhe vós de comer.

Sempre é mais facil jogar para longe :Estado,Governo,Poder local o cuidado dos outros.

Mas Jesus entrega a cada um de nós a missão da partilha.

Assim haja coração.Assim haja compaixão!
COM-PAIXÃO ...não uma caridadezinha de circunstância que se descarta remetendo os necessitados para outras instâncias!

27 julho 2008

17º Domingo - coisas novas e velhas



Evangelho segundo S. Mateus 13,44-52.

«O Reino do Céu é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem encontra. Volta a escondê-lo e, cheio de alegria, vai, vende tudo o que possui e compra o campo.
O Reino do Céu é também semelhante a um negociante que busca boas pérolas.
Tendo encontrado uma pérola de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola.»
«O Reino do Céu é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes.
Logo que ela se enche, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e escolhem os bons para as canastras, e os ruins, deitam-nos fora.
Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos,
para os lançarem na fornalha ardente: ali haverá choro e ranger de dentes.»
«Compreendestes tudo isto?» «Sim» responderam eles.
Jesus disse-lhes, então: «Por isso, todo o doutor da Lei instruído acerca do Reino do Céu é semelhante a um pai de família, que tira coisas novas e velhas do seu tesouro.»

Coisas novas e velhas tem o tesouro do coração dos que se abrem ao amor de Deus,porque aí mora o Reino do céu .

Na marcha pelos milénios do povo de Deus ,sabemos,sentimos que na plenitude dos tempos   o Reino se realizou com Cristo.Ele está aqui e ali,mas ainda o pedimos ao Pai.

Porque nos falta deixar  deixar o orgulho,a autosuficiência,a inércia desmobilizante  para ganhar a pérola,o tesouro que é Cristo,a Boa Nova com esplendores de Ressurreição a cada  dia.

18 julho 2008

16º Domingo - e torna-se árvore


EVANGELHO – Mt 13,24-43

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
Jesus disse às multidões mais esta parábola:
“O reino dos Céus pode comparar-se a um homem
que semeou boa semente no seu campo.
Enquanto todos dormiam, veio o inimigo,
semeou joio no meio do trigo e foi-se embora.
Quando o trigo cresceu e deu fruto,
apareceu também o joio.
Os servos do dono da casa foram dizer-lhe:
‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo?
Donde vem então o joio?
Ele respondeu-lhes: ‘Foi um inimigo que fez isso’.
Disseram-lhe os servos:
‘Queres que vamos arrancar o joio?’
‘Não! – disse ele –
não suceda que, ao arrancardes o joio,
arranqueis também o trigo.
Deixai-os crescer ambos até à ceifa
e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros:
Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar;
e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro’“.

Jesus disse-lhes outra parábola:
“O reino dos Céus pode comparar-se a um grão de mostarda
que um homem tomou e semeou no seu campo.
Sendo a menor de todas as sementes,
depois de crescer, é a maior de todas as hortaliças
e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos”.

Disse-lhes outra parábola:
“O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento
que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha,
até ficar tudo levedado”.
Tudo isto disse Jesus em parábolas,
e sem parábolas nada lhes dizia,
a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta,
que disse: “Abrirei a minha boca em parábolas,
proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo”.

Jesus deixou então as multidões e foi para casa.
Os discípulos aproximaram-se d’Ele e disseram-Lhe:
“Explica-nos a parábola do joio no campo”.
Jesus respondeu:
“Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem
e o campo é o mundo.
A boa semente são os filhos do reino,
o joio são os filhos do Maligno
e o inimigo que o semeou é o Demónio.
A ceifa é o fim do mundo
e os ceifeiros são os Anjos.
Como o joio é apanhado e queimado no fogo,
assim será no fim do mundo:
o Filho do homem enviará os seus Anjos,
que tirarão do seu reino todos os escandalosos
e todos os que praticam a iniquidade,
e hão-de lançá-los na fornalha ardente;
aí haverá choro e ranger de dentes.
Então, os justos brilharão como o sol
no reino do seu Pai.
Quem tem ouvidos, oiça”.


Que as sementes de Ressurreição que foram colocadas no nosso ser cresçam até à árvore frondosa,não nos deixando afundar nas águas ameaçadoras.

Quero abrigar-me debaixo das Tuas asas até que o perigo tenha passado!
Salmo 57(56)

13 julho 2008

15º Domingo-sítios pedregosos


Evangelho segundo S. Mateus 13,1-23. 

Naquele dia, Jesus saiu de casa e sentou-se à beira-mar. 
Reuniu-se a Ele uma tão grande multidão, que teve de subir para um barco, onde se sentou, enquanto toda a multidão se conservava na praia. 
Jesus falou-lhes de muitas coisas em parábolas: «O semeador saiu para semear. 
Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho: e vieram as aves e comeram-nas. 
Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra: e logo brotaram, porque a terra era pouco profunda; 
mas, logo que o sol se ergueu, foram queimadas e, como não tinham raízes, secaram. 
Outras caíram entre espinhos: e os espinhos cresceram e sufocaram-nas. 
Outras caíram em terra boa e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; e outras, trinta. 
Aquele que tiver ouvidos, oiça!» 
Aproximando-se de Jesus, os discípulos disseram-lhe: «Porque lhes falas em parábolas?» 
Respondendo, disse-lhes: «A vós é dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não lhes é dado. 
Pois, àquele que tem, ser-lhe-á dado e terá em abundância; mas àquele que não tem, mesmo o que tem lhe será tirado. 
É por isso que lhes falo em parábolas: pois vêem, sem ver, e ouvem, sem ouvir nem compreender. 
Cumpre-se neles a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis; e, vendo, vereis, mas não percebereis. 
Porque o coração deste povo tornou se-duro, e duros também os seus ouvidos; fecharam os olhos, não fossem ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, compreender com o coração, e converter-se, para Eu os curar. 
Quanto a vós, ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. 
Em verdade vos digo: Muitos profetas e justos desejaram ver o que estais a ver, e não viram, e ouvir o que estais a ouvir, e não ouviram.» 
«Escutai, pois, a parábola do semeador. 
Quando um homem ouve a palavra do Reino e não compreende, chega o maligno e apodera-se do que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente à beira do caminho. 
Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe, de momento, com alegria; 
mas não tem raiz em si mesmo, é inconstante: se vier a tribulação ou a perseguição, por causa da palavra, sucumbe logo. 
Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra que, por isso, não produz fruto. 
E aquele que recebeu a semente em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta.» 


Deitar a semente, na infância,quando a terra é fresca,tenra e receptiva,quando as raizes se estão a formar....semente em terreno pedregoso encontra a leve camada de terra que breve se desfaz e dificilmente a dureza do solo poderá receber a água fecundante,para que aconteçam os frutos,a menos que o coração para lá da aspereza do quotidiano,das tentações do poder ,da riqueza,do prazer vazio,consiga conservar a acessibilidade à Palavra ou seja ao próprio Cristo,que distribui a mãos largas a Sua graça.

04 julho 2008

14º Domingo-aos pequeninos

Evangelho segundo S. Mateus 11,25-30. 

Naquela ocasião, Jesus tomou a palavra e disse: «Bendigo-te, ó Pai, Senhor do
 Céu e da 
Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios
 e aos entendidos 
e as revelaste aos pequeninos. 
Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado. 
Tudo me foi 
entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho 
senão o Pai, como ninguém conhece
 o Pai senão o 
Filho e aquele 
a quem o Filho 
o quiser revelar.
Vinde a mim, todos 
os que estais cansados e oprimidos, 
que Eu hei-de 
aliviar-vos. 
Tomai sobre 
vós o meu jugo
 e aprendei 
de mim, 
porque sou 
manso e 
humilde de 
coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. 
Pois o meu jugo é suave e o meu
 fardo é leve.» 

 

 

Para entrar na intimidade do Pai, Jesus chama-nos à simples existência dos pequeninos,onde o brilho do regato vale a prata.