14 agosto 2007

Elegia a Maria,mulher e mãe na sua assunção

Virgem Pelagonitissa

Não são as estrelas que te coroam,a tua concepção sem pecado ou o teres sido assunta ao céu em corpo e alma,condições inerentes à condição de mãe de Cristo,que me encantam e dão alento,mas sim ,como relatam os Evangelhos,a tua vida de criatura,como nós,caminhando cheia de perguntas e perplexidades,que não compreendendo, guardavas no coração,alimentada sòmente pela fé,sem revelações ou auxilios especiais.



Sim,Maria ,foram horas penosas e iguais às de tantas mães,as que passaste quando jovem grávida percorreste mais de cem km ,não sabendo o lugar ou as condições em que iria nascer o Menino,ou quando refugiada politica procuraste a terra do Egipto,sem saber quando e se podias regressar a casa ou ainda na angustia dos dias de Jerusalém ,procurando o Filho desaparecido ,com todas as interrogações se ainda o irias encontrar,se lhe teriam feito mal.


Vida normal e igual na rotina diária de trinta anos sem acontecimentos,que fizessem adivinhar as promessas constantes da lei,para finalizar na interrogativa,dolorosa e cruel morte de cruz do teu Filho a que assististe quase sòzinha e em que foste investida da missão a que estavas destinada,nos séculos futuros,a de mãe da humanidade.

E se não são férteis os Evangelhos a mostrar-nos os teus passos de peregrina humana são suficientes os exemplos que nos ficaram da tua disponibilidade desde o faça-se inicial até o auxilio prestado aos outros,atravessando montanhas,em condições dificeis , para ajudar a prima Isabel ou preocupando-se até pela humilhação do dono da casa nas bodas de Caná, tentando discretamente resolver a sua aflição ou ainda quando fortalecias os apóstolos nas suas jornadas no Pentecostes da Igreja,frente a um meio hostil.


Por toda a tua vida ,obrigada,Mãe,nosso consolo,nossa ajuda e nossa alegria na peregrinação desta vida,em direcção ao único Senhor e Redentor.


1 comentário:

Lua dos Açores disse...

Maria, a Maria que nos relatas tão deliciosamente aqui é a Mulher Mãe de Deus que eu venero e medito, cujas palavras repito no Magnificat que rezo diáriamente nas Vésperas. Onde encaixa a Deusa que a nossa amada Igreja nos tem querido dar? A torre de marfim? Porta do Céu? Hoje foi um dia para interrogações para as quais não encontro respostas...Mas como ela eu: FIAT