14 setembro 2008

XXIV Domingo do Tempo comum

(mosteiro da Batalha)

Evangelho segundo S. João 3,13-17.

Pois ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do Céu, o Filho do Homem. Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.




O sinal do Filho do Homem é a cruz.

Por ela fomos remidos,libertados,amados até à paixão ,atraídos de Norte a Sul,de Oriente a Ocidente para formarmos um só povo ,sem muros de inimizades e incompreensões.

Com o Apóstolo Paulo dizemos:Na cruz de Cristo é que somos glorificados.

07 setembro 2008

XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM -Digo-vos ainda


Evangelho segundo S. Mateus 18,15-20.

«Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende o a sós. Se te der ouvidos, terás ganho o teu irmão. Se não te der ouvidos, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-las, comunica-o à Igreja; e, se ele se recusar a atender à própria Igreja, seja para ti como um pagão ou um cobrador de impostos. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu.» «Digo-vos ainda: Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão-de obtê-la de meu Pai que está no Céu. Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles.» 






Jesus fala-nos da convivência nas nossas comunidades.Como é importante que cara a cara possamos resolver os nossos conflitos ,mesmo com o auxilio de mais alguém,de forma positiva nas nossas tão variadas formas de ser,como variadas são as cores da Natureza, nunca afectando os irmãos com intrigas e mesquinhices ,quando não se podem defender.

Gerir o silêncios ou as palavras da forma mais adequada para que Jesus possa estar entre os nossos corações pacificados concedendo-nos o afecto e a ternura do PAI. 

31 agosto 2008


EVANGELHO – Mt 16, 21-27

 

«Se alguém quiser seguir-me, renegue-se a si mesmo, pegue na sua cruz e siga-me».

 


 

XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM

            O texto fundamental é o do Evangelho: Jesus anuncia aos discípulos que caminha para Jerusalém ao encontro da morte; Pedro, ou por optimismo ou porque se atreve a dar conselhos (não leves as coisa tão a fio de espada), diz que isso não há-de suceder; Jesus zanga-se e afirma que Pedro é para ele um tropeço. Acrescentam-se outras palavras de Jesus, pronunciadas nessa altura ou em ocasião semelhante. Hoje, é moda pretender que Jesus nunca anunciou que ia morrer e que este passo foi inventado para facilitar a pregação. Bons exegetas contemporâneos, mantêm que o essencial do texto é da boca de Jesus.

 

            A questão que quero levantar é a do sentido do sofrimento para Jesus. Jesus não afirmou, como nas tradições da Índia, que o fundo da experiência humana é desilusão e dor, a única decisão sensata é desejar o nirvana. Nunca disse que, dada a realidade do pecado, o homem deve fugir de toda a alegria e de todo o prazer, não vá contaminar-se. Elogiou a austeridade de João Baptista, mas não era esse ainda o seu estilo.

 

            Vejo Jesus a simpatizar profundamente com os homens e com esta condição humana; a não ter medo da alegria; a viver a austeridade de quem não se preocupa com o secundário. Por outrro lado, há em toda a sua pregação a ideia que este mundo está invadido pelo mal, e que o mal tem poder; anunciar o amor e a paz é lutar contra o maligno; combater o mal implica que se arrisque a vida; precisamente Jesus vê o cerco a apertar-se,  aceita o desafio e convida os discípulos a imitá-LO. Não morre nem sofre por gosto, aceita a morte como consequência das opções que fez. Sabe que o Pai lhO agradece; e que esta cruz será redentora.

 

            O texto da 1.º leitura é parecido: Jeremias sabe que ser profeta é arriscar a tranquilidade; mas deixou-se «cativar pelo Senhor», compreendeu que só na fidelidade está a verdadeira alegria.

 

            Na 2.ª leitura S. Paulo pede aos cristãos que se ofereçam a Deus para o que for preciso. A disponibilidae é a essência do «sacrifício».

31 de Agosto de 2008 -  P.e João Resina Rodrigues

Igreja do Campo Grande

30 agosto 2008

XXII Domingo - e sofrer muito...

,
Evangelho segundo S. Mateus 16,21-27. 

A partir desse momento, Jesus Cristo começou a fazer ver aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito, da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar. 
Tomando-o de parte, Pedro começou a repreendê-lo, dizendo: «Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há-de acontecer!» 
Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: «Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um estorvo, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens!» 
Jesus disse, então, aos discípulos: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 
Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la. 
Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que poderá dar o homem em troca da sua vida? 
Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme o seu procedimento. 


                                                                                    ***

Uma hora Jesus elogia e chama  Pedro a formar a Sua Igreja,dando-lhe poderes delegados para receber e governar os filhos do Pai.

Mas outra hora chama-lhe a atenção e repreende-o duramente quando Pedro confunde o que é de Deus com o que é do mundo.Quando quer assimilar aos sucessos ,dominios  e poderes do mundo a mensagem de Jesus.

Sempre, através dos tempos, o ganhar o mundo, perdendo a Vida (EU SOU A VIDA) foi uma tentação  forte da Igreja.


24 agosto 2008

XXI Domingo- não foi a carne e o sangue


Mateus 16,13-20.

Ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?» Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.» Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.» Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu. Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Dar-te ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.» Depois, ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que Ele era o Messias. 


E Marta, como Pedro, também respondeu a Jesus:
27Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.
Jo 11,27

Tal como a nós não foi o carne nem o sangue que revelou a identidade de Jesus ,mas a Fé que o nosso Abba nos depositou no peito.

Depositada no coração de cada um, necessita da nossa colaboração para crescer e se tornar viva...assim Jesus nos falar que busquemos,que batamos :para que cresça o grãozinho de mostarda até ser a grande árvore, onde poisam as avezitas do céu.

E somos felizes porque VIVO Jesus,o Cristo, faz connosco todas as rotas da nossa solidão,das nossas angústias,dos nossos pesares,das nossas alegrias e impulsiona-nos ,pelo Espírito ,a entregar-mo-nos com Ele ao Pai,para fazer das nossas vidas uma oferta permanente de constante Amor,de Perdão,de Renúncia ao que nos diminui e afasta Dele.



17 agosto 2008

XX Domingo - A mulher que ensinou Jesus...


Evangelho segundo S. Mateus 15,21-28.

Jesus partiu dali e retirou-se para os lados de Tiro e de Sídon. Então, uma cananeia, que viera daquela região, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem misericórdia de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio.» Mas Ele não lhe respondeu nem uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-lhe com insistência: «Despacha-a, porque ela persegue-nos com os seus gritos.» Jesus replicou: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.» Mas a mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: «Socorre-me, Senhor.» Ele respondeu-lhe: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorros.» Retorquiu ela: «É verdade, Senhor, mas até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa de seus donos.» Então, Jesus respondeu-lhe: «Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas.» E, a partir desse instante, a filha dela achou-se curada. 



Jesus acompanha-nos com tal intensidade na sua humanidade,que se deixa ensinar pela mulher estrangeira que Deus não é exclusivo,nem exclui...para além das ovelhas perdidas da casa de Israel Ele é SEnhor de todos s continentes,de todos os povos-

Veio para todos e todas de todas as latitudes,de todas as longitudes,não se ficando pelo povo incubador da unicidade de Deus.......

15 agosto 2008

II Elegia a Maria na sua Assunção-o sim progressivo.






Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas jóias.Is 61,10
A jovem Maria esperava como todo Israel o Messias prometido, e recuperada que foi da surpresa e  objecção que o seu entendimento e vontade provocava,o SIM foi dado ao Anjo que vinha anunciar o cumprimento da promessa. 

E dentro em breve ,apressadamente,acorria para ajudar a sua parente Isabel cantando ,louvando e enaltecendo o Senhor que trazia em Si,que nela fazia maravilhas para trazer a todo o povo o Libertador da sua pátria,o portador da justiça.Tudo era omnipotência,força e grandeza."Tirou do trono os poderosos..." 

Mas quando nasceu o Menino começou a guardar no coração  as coisas magnificentes que falavam Dele de acordo com o que lhe havia ensinado  a sua formação hebraica ,mas que  a pobreza,a humildade do seu nascimento contrariavam.

E cumprindo com a lei levou o Menino ao Templo igual estranheza,um agudo rebate  soou nas palavras de Simeão

34E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado
35(E uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.Lucas 2

O "SIM" de Maria começava a tomar uma intensidade e uma amplitude maior.

Deixar a sua terra,caminhar em refugiada com o Rei,com o Messias poderoso.Mas como,mas porquê?


Começar a aceitar uma série de palavras mais duras para o seu coração de Mãe para compreender o afastamento progressivo que a condição divina,que o sentido de família dilatada,que o
s interesses do Pai deveriam passar à frente do seu envolvimento materno.


Mais um SIM interrogativo,apelativo  à morte e morte de cruz,onde se desfazia toda a epopeia gloriosa do Messias,que cantara no Magnificat.


E o SIM final aceitando a maternidade com a dimensão do mundo que lhe fora entregue e que a Ressurreição viria a confirmar,na  efusão do Espírito Santo .

 Maria,mãe,mulher ajuda-nos a que o nosso SIM ao projecto de DEus para cada um de nós,que nada tem a ver com os poderes e glórias do mundo,atravessando as noites  escuras até à manhã  dourada de Pentecostes seja tão fiel,tão claro,tão crescente como o teu!  

10 agosto 2008

19º Domingo - Vem


Evangelho segundo S. Mateus 14,22-33.

Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» «Vem» disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» E, quando entraram no barco, o vento amainou. Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!» 


Vem  - diz Jesus
às famílias,aos sem-família,aos velhos,aos jovens,às crianças,aos aflictos,aos cansados ,aos oprimidos.

Vem - diz Jesus -porque eu alivio,curo,sossego,animo,
pacífico.

E se a hora for tão sombria que o medo ultrapasse a Fé,a confiança,a esperança ainda é Jesus, que imediatamente nos estende a mão.


09 agosto 2008

Celebrando a Assunção-a I Elegia

Elegia a Maria,mulher e mãe na sua assunção

Virgem Pelagonitissa

Não são as estrelas que te coroam,a tua concepção sem pecado ou o teres sido assunta ao céu em corpo e alma,condições inerentes à condição de mãe de Cristo,que me encantam e dão alento,mas sim ,como relatam os Evangelhos,a tua vida de criatura,como nós,caminhando cheia de perguntas e perplexidades,que não compreendendo, guardavas no coração,alimentada sòmente pela fé,sem revelações ou auxilios especiais.



Sim,Maria ,foram horas penosas e iguais às de tantas mães,as que passaste quando jovem grávida percorreste mais de cem km ,não sabendo o lugar ou as condições em que iria nascer o Menino,ou quando refugiada politica procuraste a terra do Egipto,sem saber quando e se podias regressar a casa ou ainda na angustia dos dias de Jerusalém ,procurando o Filho desaparecido ,com todas as interrogações se ainda o irias encontrar,se lhe teriam feito mal.


Vida normal e igual na rotina diária de trinta anos sem acontecimentos,que fizessem adivinhar as promessas constantes da lei,para finalizar na interrogativa,dolorosa e cruel morte de cruz do teu Filho a que assististe quase sòzinha e em que foste investida da missão a que estavas destinada,nos séculos futuros,a de mãe da humanidade.

E se não são férteis os Evangelhos a mostrar-nos os teus passos de peregrina humana são suficientes os exemplos que nos ficaram da tua disponibilidade desde o faça-se inicial até o auxilio prestado aos outros,atravessando montanhas,em condições dificeis , para ajudar a prima Isabel ou preocupando-se até pela humilhação do dono da casa nas bodas de Caná, tentando discretamente resolver a sua aflição ou ainda quando fortalecias os apóstolos nas suas jornadas no Pentecostes da Igreja,frente a um meio hostil.


Por toda a tua vida ,obrigada,Mãe,nosso consolo,nossa ajuda e nossa alegria na peregrinação desta vida,em direcção ao único Senhor e Redentor.

03 agosto 2008

18º Domingo-dai-lhe vós...


Evangelho segundo S. Mateus 14,13-21.

Tendo ouvido isto, Jesus retirou-se dali sozinho num barco, para um lugar deserto; mas o povo, quando soube, seguiu-o a pé, desde as cidades. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de misericórdia para com ela, curou os seus enfermos. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Este sítio é deserto e a hora já vai avançada. Manda embora a multidão, para que possa ir às aldeias comprar alimento.» Mas Jesus disse-lhes: «Não é preciso que eles vão; dai-lhes vós mesmos de comer.» Responderam: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.» «Trazei-mos cá» disse Ele. E, depois de ordenar à multidão que se sentasse na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção; partiu, depois, os pães e deu os aos discípulos, e estes distribuíram-nos pela multidão. Todos comeram e ficaram saciados; e, com o que sobejou, encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram uns cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.
 


Os discipulos mandavam embora a multidão.
Jesus disse:Não.
E acrescentou.Dai-lhe vós de comer.

Sempre é mais facil jogar para longe :Estado,Governo,Poder local o cuidado dos outros.

Mas Jesus entrega a cada um de nós a missão da partilha.

Assim haja coração.Assim haja compaixão!
COM-PAIXÃO ...não uma caridadezinha de circunstância que se descarta remetendo os necessitados para outras instâncias!

27 julho 2008

17º Domingo - coisas novas e velhas



Evangelho segundo S. Mateus 13,44-52.

«O Reino do Céu é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem encontra. Volta a escondê-lo e, cheio de alegria, vai, vende tudo o que possui e compra o campo.
O Reino do Céu é também semelhante a um negociante que busca boas pérolas.
Tendo encontrado uma pérola de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola.»
«O Reino do Céu é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes.
Logo que ela se enche, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e escolhem os bons para as canastras, e os ruins, deitam-nos fora.
Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos,
para os lançarem na fornalha ardente: ali haverá choro e ranger de dentes.»
«Compreendestes tudo isto?» «Sim» responderam eles.
Jesus disse-lhes, então: «Por isso, todo o doutor da Lei instruído acerca do Reino do Céu é semelhante a um pai de família, que tira coisas novas e velhas do seu tesouro.»

Coisas novas e velhas tem o tesouro do coração dos que se abrem ao amor de Deus,porque aí mora o Reino do céu .

Na marcha pelos milénios do povo de Deus ,sabemos,sentimos que na plenitude dos tempos   o Reino se realizou com Cristo.Ele está aqui e ali,mas ainda o pedimos ao Pai.

Porque nos falta deixar  deixar o orgulho,a autosuficiência,a inércia desmobilizante  para ganhar a pérola,o tesouro que é Cristo,a Boa Nova com esplendores de Ressurreição a cada  dia.

18 julho 2008

16º Domingo - e torna-se árvore


EVANGELHO – Mt 13,24-43

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
Jesus disse às multidões mais esta parábola:
“O reino dos Céus pode comparar-se a um homem
que semeou boa semente no seu campo.
Enquanto todos dormiam, veio o inimigo,
semeou joio no meio do trigo e foi-se embora.
Quando o trigo cresceu e deu fruto,
apareceu também o joio.
Os servos do dono da casa foram dizer-lhe:
‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo?
Donde vem então o joio?
Ele respondeu-lhes: ‘Foi um inimigo que fez isso’.
Disseram-lhe os servos:
‘Queres que vamos arrancar o joio?’
‘Não! – disse ele –
não suceda que, ao arrancardes o joio,
arranqueis também o trigo.
Deixai-os crescer ambos até à ceifa
e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros:
Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar;
e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro’“.

Jesus disse-lhes outra parábola:
“O reino dos Céus pode comparar-se a um grão de mostarda
que um homem tomou e semeou no seu campo.
Sendo a menor de todas as sementes,
depois de crescer, é a maior de todas as hortaliças
e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos”.

Disse-lhes outra parábola:
“O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento
que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha,
até ficar tudo levedado”.
Tudo isto disse Jesus em parábolas,
e sem parábolas nada lhes dizia,
a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta,
que disse: “Abrirei a minha boca em parábolas,
proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo”.

Jesus deixou então as multidões e foi para casa.
Os discípulos aproximaram-se d’Ele e disseram-Lhe:
“Explica-nos a parábola do joio no campo”.
Jesus respondeu:
“Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem
e o campo é o mundo.
A boa semente são os filhos do reino,
o joio são os filhos do Maligno
e o inimigo que o semeou é o Demónio.
A ceifa é o fim do mundo
e os ceifeiros são os Anjos.
Como o joio é apanhado e queimado no fogo,
assim será no fim do mundo:
o Filho do homem enviará os seus Anjos,
que tirarão do seu reino todos os escandalosos
e todos os que praticam a iniquidade,
e hão-de lançá-los na fornalha ardente;
aí haverá choro e ranger de dentes.
Então, os justos brilharão como o sol
no reino do seu Pai.
Quem tem ouvidos, oiça”.


Que as sementes de Ressurreição que foram colocadas no nosso ser cresçam até à árvore frondosa,não nos deixando afundar nas águas ameaçadoras.

Quero abrigar-me debaixo das Tuas asas até que o perigo tenha passado!
Salmo 57(56)

13 julho 2008

15º Domingo-sítios pedregosos


Evangelho segundo S. Mateus 13,1-23. 

Naquele dia, Jesus saiu de casa e sentou-se à beira-mar. 
Reuniu-se a Ele uma tão grande multidão, que teve de subir para um barco, onde se sentou, enquanto toda a multidão se conservava na praia. 
Jesus falou-lhes de muitas coisas em parábolas: «O semeador saiu para semear. 
Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho: e vieram as aves e comeram-nas. 
Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra: e logo brotaram, porque a terra era pouco profunda; 
mas, logo que o sol se ergueu, foram queimadas e, como não tinham raízes, secaram. 
Outras caíram entre espinhos: e os espinhos cresceram e sufocaram-nas. 
Outras caíram em terra boa e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; e outras, trinta. 
Aquele que tiver ouvidos, oiça!» 
Aproximando-se de Jesus, os discípulos disseram-lhe: «Porque lhes falas em parábolas?» 
Respondendo, disse-lhes: «A vós é dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não lhes é dado. 
Pois, àquele que tem, ser-lhe-á dado e terá em abundância; mas àquele que não tem, mesmo o que tem lhe será tirado. 
É por isso que lhes falo em parábolas: pois vêem, sem ver, e ouvem, sem ouvir nem compreender. 
Cumpre-se neles a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis; e, vendo, vereis, mas não percebereis. 
Porque o coração deste povo tornou se-duro, e duros também os seus ouvidos; fecharam os olhos, não fossem ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, compreender com o coração, e converter-se, para Eu os curar. 
Quanto a vós, ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. 
Em verdade vos digo: Muitos profetas e justos desejaram ver o que estais a ver, e não viram, e ouvir o que estais a ouvir, e não ouviram.» 
«Escutai, pois, a parábola do semeador. 
Quando um homem ouve a palavra do Reino e não compreende, chega o maligno e apodera-se do que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente à beira do caminho. 
Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe, de momento, com alegria; 
mas não tem raiz em si mesmo, é inconstante: se vier a tribulação ou a perseguição, por causa da palavra, sucumbe logo. 
Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra que, por isso, não produz fruto. 
E aquele que recebeu a semente em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta.» 


Deitar a semente, na infância,quando a terra é fresca,tenra e receptiva,quando as raizes se estão a formar....semente em terreno pedregoso encontra a leve camada de terra que breve se desfaz e dificilmente a dureza do solo poderá receber a água fecundante,para que aconteçam os frutos,a menos que o coração para lá da aspereza do quotidiano,das tentações do poder ,da riqueza,do prazer vazio,consiga conservar a acessibilidade à Palavra ou seja ao próprio Cristo,que distribui a mãos largas a Sua graça.

04 julho 2008

14º Domingo-aos pequeninos

Evangelho segundo S. Mateus 11,25-30. 

Naquela ocasião, Jesus tomou a palavra e disse: «Bendigo-te, ó Pai, Senhor do
 Céu e da 
Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios
 e aos entendidos 
e as revelaste aos pequeninos. 
Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado. 
Tudo me foi 
entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho 
senão o Pai, como ninguém conhece
 o Pai senão o 
Filho e aquele 
a quem o Filho 
o quiser revelar.
Vinde a mim, todos 
os que estais cansados e oprimidos, 
que Eu hei-de 
aliviar-vos. 
Tomai sobre 
vós o meu jugo
 e aprendei 
de mim, 
porque sou 
manso e 
humilde de 
coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. 
Pois o meu jugo é suave e o meu
 fardo é leve.» 

 

 

Para entrar na intimidade do Pai, Jesus chama-nos à simples existência dos pequeninos,onde o brilho do regato vale a prata.

27 junho 2008

13º DOMINGO - E vós, quem dizeis que Eu sou?


Evangelho segundo S. Mateus 16,13-19. 

Ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?» 
Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.» 
Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» 
Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.» 
Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu. 
Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. 
Dar-te ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.


Entramos no 3º milénio ainda a perguntarmos Quem é Ele...
Seremos felizes quando o Pai no-lo revelar,para que recapitulemos todas as coisas em Cristo as do céu e as da terra(Ef 1,10) 
E  o Pai revela-O como Quem pode fazer de nós um hino de glória da Trindade SS.

21 junho 2008

12º Domingo - Não temais

Evangelho segundo S. Mateus 10,26-33. 

Não os temais, portanto, pois não há nada encoberto que não venha a ser conhecido. 
O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido, proclamai-o sobre os terraços. 
Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode fazer perecer na Geena o corpo e a alma. 
Não se vendem dois pássaros por uma pequena moeda? E nem um deles cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai! 
Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados! 
Não temais, pois valeis mais do que muitos pássaros.» 
«Todo aquele que se declarar por mim, diante dos homens, também me declararei por ele diante do meu Pai que está no Céu. 
Mas aquele que me negar diante dos homens, também o hei-de negar diante do meu Pai que está no Céu. 



Valho mais do que um pássaro,nada valendo...O Pai cuida de mim de tal maneira que conhece quantos cabelos eu tenho...
Sou uma filha, que confia no amanhã,quer ele cante ou não....só porque Ele está lá e espera por nós.

14 junho 2008

11º Domingo.Contemplando a multidão


Evangelho segundo S. Mateus 9,36-38.10,1-8. 

Contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. 
Disse, então, aos seus discípulos: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 
Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe.» 
Jesus chamou doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos malignos e de curar todas as enfermidades e doenças. 
São estes os nomes dos doze Apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; 
Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 
Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que o traiu. 
Jesus enviou estes doze, depois de lhes ter dado as seguintes instruções: «Não sigais pelo caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. 
Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel. 
Pelo caminho, proclamai que o Reino do Céu está perto. 
Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça. 



Senhor,és o nosso contemplativo.Tu o Supremo Pastor...Tu que suscitas paixões e entregas de vida ...tu que nos falas em pedir trabalhadores ao Pai ,dando igual suporte e carinho qualquer que seja o seu estado...Tu que anuncias o Reino dizendo qual a maneira de proceder para com as multidões tristes de quem Te compadeces.

07 junho 2008

...à mesa,em sua casa

Evangelho segundo S. Mateus 9,9-13.

Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me!» E ele levantou se e seguiu-o. Encontrando-se Jesus à mesa em sua casa, numerosos cobradores de impostos e outros pecadores vieram e sentaram-se com Ele e seus discípulos. Os fariseus, vendo isto, diziam aos discípulos: «Porque é que o vosso Mestre come com os cobradores de impostos e os pecadores?» Jesus ouviu-os e respondeu-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Ide aprender o que significa: Prefiro a misericórdia ao sacrifício. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»


  • Na Sua mesa,sentam-se os simples os disponíveis para mudar,para se arrependerem,os que esperam e dão misericórdia e querem passar do pecado destrutivo à aliança.